Amigas do Peito

A Amamentação (que cunha um novo paradigma não consumista, de abundância focada em quanto basta a cada momento, de manutenção de vínculos etc etc) serve de base para a transformação do mundo em que vivemos.

Crianças não amamentadas também podem perceber estes conceitos, mas não trazem registros corporais da experiência vivida.

Numa época onde se fala de fome e de pobreza em vários cantos do planeta, tanto os que vivem na abastança como os que vivem na penúria necessitam de um novo modo de viver. Uns para viverem menos cumulativamente e outros para deixarem de tentar sobreviver e passarem a viver dignamente. Se acreditarmos que basta termos agora o que necessitamos e que não é preciso acumular e nem desperdiçar, já estaremos caminhando mais próximos ao respeito ecológico e da diversidade. Nem todos precisam das mesmas coisas e nas mesmas proporções para estarem bem. Também estaremos mais respeitosos quanto ao trabalho de cada dia, à pressa e ao desfrute do que produzimos. Com certeza estaremos trabalhando mais ordenadamente e levando em consideração os limites do nosso organismo, usufruindo dos resultados deste trabalho e vivendo o prazer de estar vivo, de conhecer o mundo que nos cerca e suas maravilhas, aproveitar os momentos de amor e da família, desfrutar da arte e desenvolver a própria criatividade… aproveitar a vida plenamente.

A Amamentação é o início desta jornada, renovação de contato, fonte de nutrição.

Apenas mães e bebês são capazes de executar esta prática, mas pais, irmãos, avós e toda a família participa e está comprometida com ela, contaminada pelo afeto gerado e responsáveis pela proteção e apoio deste ato que gera a transformação do Futuro.

Outubro, 2006