Amigas do Peito

” Na hora em que o médico puxou o bebê, que eu ainda não sabia ser uma menina, os meus seios  cresceram  e o colostro saiu pelos bicos como um chafariz, pode parecer loucura, uma fantasia, porém é real, aconteceu! No momento em que isto aconteceu, o médico, Dr.Simão, colocou a Débora em cima do peito e ali mesmo ela sentiu as primeiras gotas de vida. Me emocionei e todos que presenciaram também… O leite materno sempre foi  a alimentação primordial, mesmo ela indo para  a creche com 3 meses. Nunca desisti. Nunca quis substituir este momento de afeto. Ela  ficava lá a tarde toda dormindo e só acordava quando eu chegava com os seios latejando. Limpava-os e ali mesmo me entregava a ela. Paulo, meu marido, sempre ao meu lado, embevecido, orgulhoso e feliz! Confesso: o mamilo doeu nas primeiras horas, porém o PRAZER…..isso mesmo, eu sentia prazer em amamentar, em estar com aquele ser e nada nem ninguém iria me tirar isto. Não íamos a festas, não saiamos sem ela, ela estava sempre conosco. E na madrugada, Paulo ficava ao meu lado enquanto eu amamentava.  Um dia, ela ía fazer dois anos, a minha sogra ficou sem paciência em esperar eu voltar de uma reunião de trabalho, comprou uma mamadeira e deu um nescau morninho. Não teve outra alternativa e foi assim Débora largou o peito . Quando fiquei grávida do Daniel, tive leite até o oitavo mês. Mais ou menos na véspera dele nascer, parecia que eu não tinha leite. A bolsa então rompeu a meia noite e ele nasceu às 3 da manhã. Meus filhos nasceram com o mesmo tamanho e o mesmo peso. Assim que ele nasceu,  fiquei desesperada, achando que não tinha tanto leite quanto na primeira gravidez . Quanta bobagem, pois o Pediatra que assistiu o meu parto, Dr. Fábio, era adepto ao aleitamento materno, me acalmou, me incentivou e de repente, sem mais nem menos, o meu leite desceu. Me lembro como se fosse hoje, senti uma dor forte nas axilas e o colostro gotejou. Dr.Fábio pegou e colocou Daniel para mamar. Desta vez o bico não doeu e nem sangrou. Momentos de felicidade total. Mais uma maneira de passar todo o meu amor, todo o meu carinho. Daniel mamou até os 2 anos. Eu tive que fazer o desmame: eu estava abaixo do meu peso, muito magra e cansada, com uma carga grande de trabalho. Se não fosse isso, jamais teria interrompido a amamentação. A amamentação permite um contato maior com os nossos filhos, além de ser um hábito saudável é o maior ato de amor. Sempre que posso, gosto de contar as minhas boas experiências, não só com a  amamentação, assim como com o Parto Normal.Tive os meus filhos por parto normal e amamentei-os bastante. São dois adultos saudáveis, com boa saúde mental e afetiva. Gosto de incentivar a amamentação. Fico  muito triste em ver que as jovens mães, atualmente, são incentivadas a fazerem cesária e a darem mamadeiras ao invés do seio materno “. Monique Futscher, mãe de Débora (28 anos) e Daniel (25 anos)