Amigas do Peito

DOENÇAS E AMAMENTAÇÃO

Bebês doentes

Algumas vezes é a doença do bebê que impede a amamentação. Às vezes por estar muito fraquinho e outras por poder contaminar a mãe se ela tiver uma rachadura no bico do peito. Estes casos são mais raros, mas podem acontecer em amamentação cruzada, principalmente (Bebê que não é desta mãe).

Bebês que não conseguem mamar costumam estar internados em centros de cuidados especiais e na maioria das vezes podem ser cuidados pelo método “Mães Canguru”. Abraçar, aconchegar e cuidar de seu bebê 24 horas por dia é um direito que ele tem e está no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Manter a produção de leite, às vezes é tudo o que a mãe pode fazer com o apoio da família e dos profissionais que tratam do bebê.

É nestas horas, que mesmo que o bebê não mame todo o leite que a mãe produz, ela pode doar para um banco de leite Humano o que ordenhar. Facilita na hora de dar para o bebê e mantém a produção.

 

Na mãe

A experiência com a amamentação nos casos em que a mãe se encontra doente é muito diversa.

Algumas mães apresentam enfermidades passageiras, que, mesmo sendo graves serão superadas em pouco tempo. Assim elas podem optar por manter a amamentação, se isto as tranquiliza e a medicação não impede de amamentar (na maioria dos casos não impede), ou interromper por um curto período e voltar a amamentar assim que se sentir melhor. Há muitas alternativas de medicamentos que não impedem a amamentação. Existe uma lista liberada pelo Ministério da Saúde.

Em outros casos é importante verificar o grau de contaminação da mãe para o bebê, que muitas vezes já aconteceu quando da descoberta da doença e aí é preciso pesar se os anticorpos que passam pelo leite não serão mais benéficos na proteção da criança que o afastamento, isto sempre cuidando desta mãe para que se restabeleça.

Há casos que, apenas a amamentação cruzada, (que é uma mulher amamentando o filho de outra) está contra indicado. E ainda em alguns casos que interromper a amamentação é a recomendação do Ministério da Saúde do Brasil, como no caso da Aids  (ver dicas específicas).

Cada caso tem que ser avaliado de acordo com a idade do bebê, o tempo de exposição que já aconteceu e da possibilidade de a mãe ferver seu leite e dar de copinho enquanto está doente. Ver individualmente cada família nos ajuda a mantermos a dimensão afetiva da amamentação, dos valores da vida e do compromisso de cada família com a criança que está chegando.

Mastite

 

Nos dias seguintes ao parto é frequente a apojadura dolorosa que vem a ser o enchimento demasiado dos peitos com a produção e descida do leite.

Pode acontecer de haver febre e se os peitos não forem esvaziados acontecer também de empedrar o leite dentro do peito.

A Ordenha Manual é super bem indicada nestes casos, já que tudo fica muito sensível. A própria mulher ordenhando seu peito facilita e evita mais dor que a que já está sentindo. (ver em dicas ordenha, compressas, bacia e peito cheio).

A Mastite é quando isto se prolonga e (mesmo que seja em outra ocasião) fica contaminado e faz uma infecção na mama.

Tratar mastite não significa deixar de amamentar. Retirar o pus por drenagem ou por ordenha e manter a criança mamando ajuda a voltar ao normal o peito e também a manter um bom esvaziamento.

Como sempre sabemos que cada caso é um caso, cada mulher sabe quanto aguenta amamentar e como fazer para se sentir confortável. Assim é importante respeitar as variadas formas de amamentação, posições e intervalos que a família fizer. O cuidado de se escolher bem a medicação, que não interfira com a produção nem com a qualidade do leite (alguns remédios não dever ser usados na amamentação pois passam para o bebê e o prejudicam. Outros são até usados em bebês. (Ver em dicas de medicamentos.)

 

DOENÇAS COMO A AIDS

 

Um tema polêmico.

Trecho da carta reposta a uma mulher que nos procurou contando que já havia amamentado um filho quando descobriu que era portadora do vírus da AIDS e desejava saber como proceder diante de orientação de não amamentar o segundo, embora estivesse com o coquetel medicamentoso e com a contagem de vírus baixa:

 

“Pelo Ministério da Saúde, até onde sabemos, qualquer orientação no sentido de amamentar é vetada, proibida... mas você tem razão, pode ferver seu leite e dar de copinho e isto afasta o risco de contaminação. O que é alegado é que a mãe que fica ordenhando, acaba ficando cansada e dando o peito. Os grupos e médicos não podem orientar para amamentar, mas quem tem o poder de decisão é a família que vai assumir totalmente os riscos e que conhece a criança, a experiência e o coração de cada membro. É difícil, para quem amamentou e, acredita nisto, conhece a realidade, dizer que é proibido. Mas se isto pode ajudar, qualquer que seja a sua decisão, nosso grupo está para apoiar, e não julgar.


Por outro lado, ser mãe amamentando é mais completo e gostoso, sim, mas não é só assim que se pode ser mãe plenamente, e uma boa mãe.... Certo? Se você desejar comparecer às reuniões de grupo, estaremos juntas trocando ideias, nos tornando amigas, e acompanhando cada momento desta etapa de vida.

 

MEDICAMENTOS E AMAMENTAÇÃO

Muitas vezes recebemos a recomendação de não usar este ou aquele remédio pois passa pelo leite e pode afetar a criança.

Algumas vezes estas recomendações são procedentes, e é válido, realmente, verificar se a medicação prescrita pelo médico tem ou não interferência com a produção de leite ou se pode fazer algum mal para o bebê.

A maioria dos remédios pode ser substituídos por outros que são permitidos, e assim não é necessário interromper a amamentação como  é comum observarmos.

Também o médico pode verificar em quanto tempo este remédio fica muito presente no sangue e se é melhor tomar imediatamente antes de amamentar ou logo após a mamada para que tenha a menos concentração no leite possível.

Outra possibilidade é fazer o tratamento ser adiado quando é possível para depois do  desmame que costuma ocorrer perto do terceiro anos de vida da criança.

Todas as informações necessárias estão  cuidadosamente arrumadas por categoria e  fácil de ler, qualquer médico pode se informar com segurança.

 

Para ver a lista de medicação materna pode-se entrar:

 

  • na página  www.IBFAN.org.br,  ir em Documentos on line e ver Medicação Materna.
  • na página  do Ministério da Saúde e ver Medicação Materna na Amamentação. http://portal.saude.gov.br/saude/area.cfm?id_area=1251; http://www.saude.gov.br/editora Amamentação e uso de drogas. ISBN 978-85-334-1651-2
  • na página e-lactancia.