Amigas do Peito

Boletim Peito Aberto                              

Ano 21, Número 70 – Maio de 2009.              

 

 

Sumário

1.      Editorial – Mulheres que dão Peito

2.      Novidade: Sling - kepina -porta bebê

3.      Conversando sobre amamentação – Começando a crescer

4.      Rede de Apoio – Você já faz parte?

5.     Lojinha: Me carrega que eu vou

6.     Especial: Podemos falar de cocô?

7.      Agenda: Reuniões de junho e julho

8.      Expediente

 

1 Editorial

Mulheres que são mães e dão o peito….podem ser consideradas mães melhores? Pode parecer que este é o discurso de quem apóia a amamentação. Mas, o caso é que mães que amamentam são privilegiadas. A troca que a amamentação propicia é indescritível. Só que nem toda mãe recebe realmente o APOIO fundamental para dar conta das múltiplas tarefas da maternidade, sendo uma delas a amamentação. Muitas vezes, a cobrança recai somente sobre a mulher. Qual a responsabilidade da família que rodeia essa mãe e seu bebê? E os companheiros de trabalho? E os profissionais das creches, dos postos de saúde? Enfim, e a sociedade em torno dessa família? O que podem fazer? O que fazem? Como podem ajudar para que a marca biológica de mamífero possa desabrochar plenamente com seu lado psicológico, cultural, social favorável à amamentação?

 OS grupos de mulheres que apóiam a amamentação e se reúnem num esquema de mútua ajuda reconhecem que o trabalho é pequenino, de formiguinha, quase invisível, mas produz uma base firme nas famílias que se encontram, se apóiam, ajudam nas horas da crise. Assim, entendem que, quando não pode amamentar, a mulher é privada desse momento rico e perde a mãozinha que afaga o peito, o prazer dessa fase, a percepção de que o crescimento do filho se deveu ao seu leite até o sexto mês. Uma mãe não pode ser considerada melhor nem pior por não amamentar, mas fica sem ter essa experiência rica, que muitas vezes já começa a ser roubada na hora de nascer.

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2. Novidade: 

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Para carregar um filho pequeno para todo lado…. muitas vezes,  é complicado. Mas nossas tataravós índias, negras, maias, japonesas, européias, as mulheres do passado já eram inventivas. Umas fizeram cestas que colocavam nas costas, outras amarravam faixas para carregar os bebês, outras enrolavam panos que dobrava para que o bebê se acomodassem. Cada uma deu seu jeito de ter a criança consigo e poder se locomover, trabalhar ou mesmo passear. Hoje em dia, temos a experiência do uso de porta bebês com argolas e longos, que chamam de sling ou tipóia, e outros panos quadrados dobrados em triângulos e amarrados na altura do ombro (mais para as costas) e que são feitos de tecidos que permitam uma troca de calor, adaptados ao clima tropical do Brasil. Outras formas de panos cruzados (comuns no Oriente) também podem ser utilizados, mas costumam ser mais quentes e utilizam mais quantidade de pano. O certo é que com o filho pendurado (até a idade ou peso que uma criança anda de colo) a vida fica mais solta e os pais mais livres para ir onde desejam com os filhos junto. Muitas das Amigas do Peito podem testemunhar o quanto isto facilitou suas vidas, quantos passeios foram feitos com os pais carregando as crianças, quantas vezes pode-se fazer uma compra no supermercado com bebês de colo (sem carrinho). Parabéns as nossas avós que costuraram ou arrumaram os primeiros porta bebês da Terra. Aplausos, elas merecem!!!!!!

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3. Conversando sobre amamentação – Amamentação e vida esportiva – é manter o pique!!!

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Quantas vezes uma amiga pergunta como fazer para voltar ao peso depois que teve filho. E outras tantas nos perguntamos se um dia voltaremos. Diante das muitas atrizes, que se expõem novinhas em folha depois de um mês de paridas, as mulheres comuns se sentem “obrigadas” a ter “corpinhos” de modelo. Bem, convenhamos que há muito retoque nisto (um amigo fotógrafo disse que agora é bem mais fácil com programas de computador. Antigamente, ia na mão mesmo e no esparadrapo para sumir as rugas).

    Além das mulheres comuns serem bem diferentes umas das outras (ainda bem!) também as atividades físicas depois do parto ficam meio estremecidas. Muita coisa a ser feita e o corpo ainda não está ajudando totalmente. Cada  mulher tem um ritmo. As que estão acostumadas a fazer exercícios parecem mais favorecidas pela natureza pois apresentam um retorno ao corpo em “ forma” mais rapidamente.

    É o que acontece com as atletas, com cantoras, dançarinas, com ginastas e com algumas mulheres realmente favorecidas, que nunca malharam mas ficam sempre elegantes.

Beleza amamentando não é só ter perdido a barriga em menos de um ano (que é um prazo razoável). É poder voltar a se sentir bem consigo mesma, bonita para os filhos e desejável para o parceiro. Mas sem perder o pique. Bom, isso é coisa mesmo de mãe que corre atrás de criança, de compras, do telefone e do emprego. E pode se sentir bem amamentando nos intervalos, mesmo que seja intervalo dos jogos da seleção brasileira de rugby como a ex participante do grupo de Niterói.

 

 

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4. Rede de Apoio – O que cada um pode depositar !

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Para quem ainda não participou da nossa Rede de Apoio e gostaria de ajudar, as Amigas do Peito recebem doações de qualquer valor no Banco Bradescoagência 3019-8conta corrente 44109-0 e no Banco Itaú, agência 3820, conta-corrente 13109-6Lembramos que a continuidade do trabalho das Amigas do Peito depende e muito dessas contribuições, especialmente para que despesas da sede sejam pagas. Caso queira colaborar de outra forma, entre em contato com a nossa sede, pelo telefone (21) 2285-7779.

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5. Lojinha – Porta bebês

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A lojinha está com diversos produtos para você, seu filhote ou para presentear alguém especial. O destaque deste mês aqui no Boletim Peito Aberto são: os slings  e as kepinas.

Estas tipóias , porta bebês utilizam tecidos adaptados ao clima do Brasil. Pais e mães que utilizam este artefato sabem bem que ter até mais de um é uma coisa bem prática. Eles podem ser lavados sem que se retire o nó ou o ponto na argola (é claro que há ajustes para cada pessoa e se mais de uma utiliza o mesmo porta bebê, os ajustes precisam ser feitos na medida de quem vai usar).

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6. Especial: Podemos falar de cocô?

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A quantidade de ligações e cartas que perguntam ou comentam ou se preocupam com o cocô dos bebês é tão grande que resolvemos abrir o jogo. Desde o início do Grupo, em 1980, algumas conversas e reuniões do grupo eram em torno desse tema. Bem, as coisas não mudaram nestes 30 anos. O cocô ainda fica sendo o centro de muitas preocupações familiares.

Podemos listar variados tipos que incomodam os pais e avós durante os primeiros  meses: cocô verde, espumoso, amarelo de cheiro ácido, aguado, que acontece após a mamada, que só acontece a cada três ou quatro dias…

 Até que provem o contrário, qualquer coco de bebê de peito é NORMAL. Se é mais líquido e espumoso é até melhor, mas não existe uma regra para se considerar um cocô melhor que outro. Alguns bebês mamam bem e absorvem praticamente tudo e demoram a formar o cocô que só aparece depois de alguns dias. Outros têm um reflexo mais aguçado e sujam as fraldas até mesmo durante a mamada.  Assim, podemos ficar contentes com todos os tipo de cocôs que acontecem sem febre, sem cheiro de podre e sem alterações drásticas nos bebês de peito antes que iniciem a alimentação complementar.

Cocô quentinho, Espumosinho, Amarelinho Tá bom! Cheirinho azedo, Esverdeado, Mais demorado Tá Bom! Cocô que escorre Que esparrama Que gruda e suja Ta bom! Quem imaginava na solteirice Querer sabe o tom Do cocozinho do seu filhinho (não é verdade?)  Ah Bom!!!!!

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7. Agenda para junho e julho

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Grupo de Botafogo: sexta-feira, 5 de junho e 3 de julho , às 10h, na Casa de Rui Barbosa, Rua São Clemente, 134, próximo ao Metrô e com estacionamento grátis. (Reuniões mensais toda 1ª sexta-feira do mês, às 10h).

 

Grupo da Tijuca: terça-feira, dias 9 e 23 de junho e 14 e 28 de julho, às 14h, na Igreja dos Capuchinhos, Rua Haddock Lobo, 266. Outra Entrada: Rua Alberto de Siqueira, 29. (Reuniões mensais todas às 2ª e 4ª terças-feiras do mês, às 14h).

 Grupo do Catete: sexta-feira, 19 de junho e 17 de julho, às 9h, no Museu da República, Rua do Catete, 153 (reuniões mensais toda 3ª sexta-feira).

 Grupo de Niterói: sábado, 20 de junho e 18 de julho, às 9h, na Biblioteca Infantil do Campo de São Bento, em Icaraí. (Reuniões mensais todo terceiro sábado do mês, às 9h).

 Grupo da Gávea: sexta feira, dia 26 de junho e 31 de julho, às 14h, no Solar Grand Jean de Montigny na PUC Rua Marquês de S. Vicente, 225, Gávea (reuniões na última sexta-feira do mês).

 Nos encontramos por lá!

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8. Expediente

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